Os sub 21 Portugueses entraram hoje com os dois pés no Europeu da categoria. Os jogadores de Rui Jorge deram assim sequência a uma fase de qualificação que já tinha sido brilhante.O que salta à vista de todos é que para além de muita qualidade, esta equipa tem também uma grande dose de generosidade e entre-ajuda. Rui Jorge fez alinhar um onze muito rodado, mas o mesmo se poderá dizer da formação Inglesa.
Portugal alinhou num 4x4x2 losango e da seguinte forma: José Sá; Esgaio, Paulo Oliveira, Ilori e Rapahael Guerreiro; William, João Mário( Rúben Neves), Sérgio Oliveira e Bernardo Silva; Ivan Cavaleiro(Iuri Medeiros) e Ricardo Pereira (Carlos Mané).
Deixo os aspectos que considero chave para o sucesso:
Processo defensivo:
- Ricardo Pereira e Ivan Cavaleiro a condicionar a saída de bola dos Ingleses. Ambos dividiam o espaço entre lateral e central;
-Acção de Bernardo Silva sobre Chabolah, habituado a ser o William dos Ingleses e que nunca conseguiu iniciar a 2ª fase de cons
trução;
- Grande entendimento do jogo posicional -tanto interior como exterior-de Sérgio Oliveira. O capitão Português é de uma inteligência táctica incrível;
- Coesão dos centrais, Oliveira mais na antecipação dos lances. Ilori intratável no jogo aéreo. Destaque ainda para os laterais que fecharam sempre muito bem por dentro;
Processo ofensivo:
- Primeira fase de construção a começar impreterivelmente em Paulo Oliveira, que depois, procurava o jogo exterior nos laterais ou o passe curto em William;
- Quando se tem William a segunda fase de construção passa obrigatoriamente pelo trinco. Soberbo na obtenção da linha de passe, exemplar na forma como pauta o jogo e se decide pelo espaço mais descongestionado.
- Quando a bola não entrava em William, Oliveira procurava Esgaio que saltava a segunda fase de construção e jogava longo no apoio frontal de João Mário- movimento que faz muito frequentemente no seu clube.
- Grande classe de Bernardo Silva na condução de jogo. Que perfume sai daquele pé esquerdo. Classe ao serviço da equipa.
No que diz respeito a aspectos negativos julgo que há pouco a apontar. Talvez a acção dos dois homens da frente não tenha acompanhado a restante equipa. Falta-lhes ser mais incisivos no ataque à baliza, no entanto estiveram fortes no processo defensivo.
No final faltou ter bola e evitar as bolas bombeadas da equipa de Southgate para Kane e Ings. Houve muita ânsia na hora da transição, onde se procurou mais o segundo golo e menos ter a bola. Aos 90' não pode haver mais jogo.
De qualquer da formas grande jogo da equipa das quinas.








