Porque desperdiçamos tanto a escolher e melhorar?
Começo por dizer que também devo ter errado por diversas vezes, mas ai está o início do acerto...Quando recrutamos e selecionamos jovens jogadores centramo-nos numa pequena parte daquilo que pode definir o futuro do jovem jogador... e por isso estamos muito mais perto de errar que de acertar... Podemos ter a ficha de controle mais completa, olhar uma hora sem parar para o jovem jogador mas não vamos ver dele mais que uma pequena parte, mais que um rasgo do potencial que ele poderá ou não ter...
Mas comecemos pelo início, quando fazíamos as "captações" ficávamos com os "melhores", mas seriam eles os melhores?
Pelo menos estaríamos normalmente a salvo de nos dissessem o contrario pois aqueles que não escolhíamos ou desistiam, ou iam para outras equipas de menor expressão com menos tempo de treino e normalmente menos qualidade de trabalho , ou então optavam por outras modalidades e assim estávamos a salvo de sermos assolados por alguma incompetência...
Quando escolhemos , escolhemos segundo um padrão, então desde logo estamos errados... mas algo temos de seguir, para mim é deixar seguir o seu curso dando o máximo de pratica livre e por vezes direcionada... mas não temos espaço/tempo para tudo isso... então não vamos "partir" as escolhas por idades façamo-las antes por momento de aprendizagem... Por exemplo: o jovem A nasceu a 31 de dezembro de 1999 o B a 3 de Janeiro de 2000 e o C a 30 de Dezembro de 2000, entre o B e o C existem 12 meses , entre A e B 3 dias. B e C jogam no mesmo escalão, Normalmente quando escolhemos vamos escolher os dos primeiros meses do ano pois esses são aqueles que aos nossos olhos se vão apresentar mais desenvolvidos... O que faz com que já estejamos a perder uma larga percentagem de futuro...mas depois não erramos só aqui, quando avaliamos não damos valor à envolvência. Envolvência essa que pode potenciar o talento ou castra-lo... quando neste momento treinamos 1 hora em cada treino, temos 4 treinos numa semana e mais um jogo, por semana o jovem pratica 5 horas , que para se tornar expert vai necessitar de mais de 2000 semanas, cerca de 41 anos para chegar ao nível que pretendemos...
E desengane-se que chega lá quem não pratica quem não tem as célebres 10.000 horas de pratica , mas com qualidade... seja em que ramos for de vida então voltamos a errar ao escolher sem saber se dentro daquilo que podemos oferecer o jovem pode complementar com mais pratica e vontade e irreverencia para que lá pelos 24/25 anos atinga as 10 mil horas...
Pelo menos estaríamos normalmente a salvo de nos dissessem o contrario pois aqueles que não escolhíamos ou desistiam, ou iam para outras equipas de menor expressão com menos tempo de treino e normalmente menos qualidade de trabalho , ou então optavam por outras modalidades e assim estávamos a salvo de sermos assolados por alguma incompetência...
Quando escolhemos , escolhemos segundo um padrão, então desde logo estamos errados... mas algo temos de seguir, para mim é deixar seguir o seu curso dando o máximo de pratica livre e por vezes direcionada... mas não temos espaço/tempo para tudo isso... então não vamos "partir" as escolhas por idades façamo-las antes por momento de aprendizagem... Por exemplo: o jovem A nasceu a 31 de dezembro de 1999 o B a 3 de Janeiro de 2000 e o C a 30 de Dezembro de 2000, entre o B e o C existem 12 meses , entre A e B 3 dias. B e C jogam no mesmo escalão, Normalmente quando escolhemos vamos escolher os dos primeiros meses do ano pois esses são aqueles que aos nossos olhos se vão apresentar mais desenvolvidos... O que faz com que já estejamos a perder uma larga percentagem de futuro...mas depois não erramos só aqui, quando avaliamos não damos valor à envolvência. Envolvência essa que pode potenciar o talento ou castra-lo... quando neste momento treinamos 1 hora em cada treino, temos 4 treinos numa semana e mais um jogo, por semana o jovem pratica 5 horas , que para se tornar expert vai necessitar de mais de 2000 semanas, cerca de 41 anos para chegar ao nível que pretendemos...
E desengane-se que chega lá quem não pratica quem não tem as célebres 10.000 horas de pratica , mas com qualidade... seja em que ramos for de vida então voltamos a errar ao escolher sem saber se dentro daquilo que podemos oferecer o jovem pode complementar com mais pratica e vontade e irreverencia para que lá pelos 24/25 anos atinga as 10 mil horas...
Então verificamos que o momento (p.e. nascimento) e a envolvência é muito importante para além das análises técnicas... Depois poderíamos nos debruçar na confusão entre maturidade e capacidade... houve tempos em que se queriam os que estavam avançados e houve tempos em que se queriam os que estavam atrasados...
Com tudo isto estamos a desperdiçar muito talento, mesmo numa população tão pequena... Para depois mesmo à que escolhemos não darmos as oportunidades para se tornarem fora de séries
Porque erramos/desperdiçamos tanto na seleção? Para mim, porque buscamos o imediato... para depois não darmos tempo à livre prática ... pois até para sermos creativos temos de praticar muito e sermos livres de errar...
texto de Pedro Correia, treinador de futebol profissional, com passagens por clubes como Leixões e Farense e futuro manager do clube Brasileiro Grémio Anápolis
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